Sexta-feira, 12 de Março de 2010

Fim

Os lençóis sobre mim

refrescam a minha pele
como terra
no túmulo de uma louca mulher.
Eu apareço,
a lua fica branca
e vê o seu reflexo:
Aparência pálida
Me traz.
A aparência pálida que nunca vai mudar.
A minha pele é como leite
Para nenhum homem beber.
Tudo em mim se solta.
Este corpo não
está pronto ainda,
mas a terra espera por mim.
As moedas não vão
comprar tempo,
eu ouço as conversas dos insectos:
Eles vão sozinhos
ao banquete...
 
Este poema escrevi no outro dia, mas não me recordo o porquê de o ter escrito.
 
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publicado por Joana às 22:43
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